segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

CHEIROS DA NATUREZA

Ainda sinto o cheiro
da relva orvalhada
da terra fértil molhada
pelas chuvas de janeiro
das mexericas cheirosas
dos cravos e das rosas
dos currais e dos galinheiros.

Ainda sinto o cheiro
do cafezal florido
dos húmus pútridos
E das velas queimando na capela,
do capim-gordura ao vento bailando
das cabras e dos bodes pastando
diante de minha janela

Ainda sinto o cheiro
do moinho de fubá
de um pobre gambá
no tronco da goiabeira
das uvas maduras no parreiral
das roupas secando no varal
e do perfume da cabloca namoradeira.

Do livro: "o céu aui na terra"

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